Arte Nativa: símbolos que transformam espaços
No mundo, cada cultura cria objetos que carregam história, significado e beleza. Peças artesanais indígenas, andinas e budistas vão muito além do visual: são símbolos que conectam passado e presente, natureza e humanidade, tradição e design. No Empório Muritiba, acreditamos que cada artefato é uma janela para mundos que respeitam a terra, a comunidade e a expressão artística.
Machado Indígena: força ancestral transformada em arte
Entre os povos originários, o machado artesanal representa proteção, força e sabedoria transmitida entre gerações. Cada peça é feita à mão com madeira e pedra natural, com entalhes que homenageiam a floresta e os territórios sagrados. Historicamente, machados eram usados não apenas como ferramentas de sobrevivência, mas também como símbolos de liderança e poder espiritual em diversas culturas indígenas do Brasil. Ter um machado indígena é honrar a herança cultural do Brasil e a arte que nasce do respeito à terra.
Cesta Indígena Kamayurá: da árvore da vida, nasce arte
As cestas Kamayurá são trançadas à mão com fibras de buriti, uma palmeira sagrada para a etnia. O buriti é conhecido não só pela resistência e flexibilidade, mas também pelo significado simbólico: representa a vida, a fertilidade e a ligação com a natureza. Sem moldes, cada peça é única e leva dias para ser concluída, refletindo a paciência e o ritmo da natureza. Historicamente, as cestas eram utilizadas em cerimônias, coleta de frutos e armazenamento de sementes, sendo ferramentas essenciais do cotidiano.
Banco de Madeira Mehinako: escultura que carrega história
Os bancos Mehinako são entalhados em madeira única e representam animais, espíritos e símbolos da natureza, usados em cerimônias e encontros comunitários. Cada banco é esculpido manualmente com ferramentas simples, resultando em uma escultura funcional reconhecida mundialmente como arte indígena legítima. Alguns bancos retratam animais que simbolizam força, inteligência e proteção, enquanto outros representam espíritos guardiões da comunidade. Ter um banco Mehinako é abrir espaço para a arte viva do Xingu dentro de casa, e também compreender a cosmovisão indígena, onde cada objeto tem história e significado.
Pilão de Madeira: tradição que pulsa em cada batida
O pilão de madeira com socador é um dos utensílios mais antigos da cultura brasileira, utilizado para preparar alimentos, ervas e temperos de forma artesanal. Símbolo de convivência e partilha, ele acompanha rituais culinários e comunitários em diversas regiões. Historicamente, o pilão era usado em cerimônias de celebração, festas de colheita e preparação de remédios tradicionais, sendo um objeto central da vida social e cultural.
Bandeira Andina Wiphala: símbolo de união e ancestralidade
A Wiphala é a bandeira tradicional dos povos andinos. Cada cor representa valores universais, como comunidade, tempo e harmonia com a natureza. Originalmente usada em cerimônias Quéchua e Aymara, tornou-se emblema de diversidade, resistência cultural e respeito entre culturas. Historiadores destacam que a Wiphala estava presente em contextos políticos e espirituais, sendo uma expressão da identidade coletiva e da conexão com Pachamama (Mãe Terra). Ter uma Wiphala é lembrar que a força está nas diferenças e na conexão com o coletivo.
Bandeira de Oração Budista: mensagens que dançam com o vento
As bandeiras budistas Lung Ta são penduradas ao ar livre como símbolo de esperança, serenidade e boas intenções. Cada cor representa elementos da natureza — azul (céu), branco (ar), vermelho (fogo), verde (água) e amarelo (terra) — trazendo equilíbrio visual e simbólico. Diferente de orações tradicionais, as bandeiras oferecem mensagens de paz ao vento, carregando consigo intenção e consciência. Originárias do Tibete, elas têm mais de 1.000 anos de tradição, ligadas a práticas de harmonia entre o homem e o ambiente natural. Ter uma Lung Ta é acolher beleza, fé e tranquilidade através da arte e da simbologia oriental.
Machados, cestas, bancos, pilões e bandeiras são expressões do mundo que respeitam cultura, natureza e tempo. Cada peça conecta quem a possui a histórias ancestrais, saberes manuais e práticas sustentáveis, sendo também um elemento de design consciente e decorativo.
Referências:
- Bastos, F. (2012). Arte Indígena Brasileira: Tradição e Modernidade. SENAC.
- De la Cadena, M. (2015). Earth Beings: Ecologies of Practice Across Andean Worlds. Duke University Press.
- Samuelson, L. (2017). The Power of Tibetan Prayer Flags. Asian Art Journal.
- Ribeiro, D. (1995). O Povo Brasileiro: A Formação e o Sentido do Brasil. Companhia das Letras.
- Ortiz, F. (1994). Los Indios de América Latina. Siglo XXI.





